30.4.26

Uma das Rotas do Islã ao Brasil

Quando afirmamos que universidades federais promovem a recepção do islamismo no Brasil, o que é preciso perceber é que a realidade desta afirmação se dá, antes de tudo isso, pela exclusão da fé cristã de todos os ambientes acadêmicos, que é uma maneira de pavimentar a ocupação muçulmana.
A Caravana. Alexandre Gabriel Decamps.
1. Essa ocupação seria geracional, ou seja, levaria algum tempo até que começasse a funcionar, pois, agora, como uma das rotas do Islã ao Brasil, além do empenho de universidades federais à recepção do islamismo, também governos estaduais, como se vê em São Paulo, ampliam suas políticas públicas para atração do capital muçulmano.

2. As universidades federais, como se sabe, alinharam-se inteiramente às ideologias do partido que governa o Brasil desde 2001, salvo por causa do Impeachment de Dilma Rousseff em 2016 e a presidência de Jair Messias Bolsonaro, mas que retornou ao poder em 2023. Observe atentamente o porquê desse breve histórico ser importante.

3. Em 2001, depois de criado por Jim O’Neil, economista britânico, chefe do Goldman Sachs desde aquela data, surgiu o bloco econômico designado por ele como sendo o BRICS — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (“S” de “South Africa”). Porém, atualmente sua composição mudou radicalmente com a inclusão de outros países.

4. Goldman Sachs é a empresa fundada pelos judeus Marcus Goldman (1821-1904) e Samuel Sachs (1851-1935), mas que não vem ao caso, ao menos não agora. Então, desde 2024 o BRICS passou a incluir neste bloco os países: Arábia Saudita; Egito; Emirados Árabes Unidos; Etiópia; Indonésia e Irã. Mas o que é que eles têm em comum?

5. Certamente não é por capacidades semelhantes para investimentos, conforme isto pode ser visto na lista da sequência, segundo dados consolidados do Fundo Monetário Internacional — FMI. O que é comum nesses países é a união entre todos por uma formação social islâmica, seja esta antiga, recente ou em andamento.
  • Arábia Saudita: sunita, monarquista, PIB $1.2 tri. (2024, nominal).
  • Egito: sunita, semipresidencialista, PIB $383 bi. (2024, nominal).
  • Emirados Árabes Unidos: sunita, monarquista, PIB $552 bi. (2024, nominal).
  • Etiópia: em islamização, parlamentarista, PIB $142 bi. (2024, nominal).
  • Indonésia: sunita, presidencialista, PIB $1.3 tri. (2024, nominal).
  • Irã: xiita, teocrática, PIB $417 bi. (2024, nominal).
6. Em termos geopolíticos, em suma, hoje o BRICS significa acesso à energia e produtos agrícolas, o que é interessante à todos os países deste bloco. Porém, isto pode terminar custando ao Brasil (já deteriorado em diversos setores econômicos, especialmente industriais) ainda mais perda religiosa, que por sua vez culmina em cultural etc.

7. Sim. Toda a ideia por trás das investidas contra as culturas cristãs, incluindo o posicionamento ostensivo do protestantismo em constante antagonismo ao catolicismo ultimamente, procura remover os alicerces de um modo de vida pautado pelos valores humanos em proveito do material, originando teologias da prosperidade.

8. Os muçulmanos são coranicamente materialistas, isto é, o livro máximo dessa religião promove a dimensão material como regra, o que é compatível com interesses acadêmicos anticatólicos, porém, antagônicos às ideologias sustentadas por professores e alunos dessas instituições, maiormente federais, havendo algumas estaduais.

9. Como se sabe, todo alinhamento universitário que flerta com muçulmanos se dá em oposição à Israel e EUA, que não é uma relação por conflitos recentes, quando Gleisi Hoffmann, do governo, já pedia apoio ao mundo árabe (islâmico) contra o Impeachment de Dilma Rousseff e a prisão de Luís Inácio “Lula” da Silva.

10. Se no Brasil a esquerda é antagônica a Israel, como fazer parte do BRICS, idealizado pelo O’Neil, chefe de um grupo econômico judeu? Simples: desassociando o judaísmo do Estado criado na Palestina enquanto o relaciona ao sionismo, porém, apenas dentro dos limites das militâncias estudantis, que já não prospera e tende a acabar.

11. Voltando ao materialismo, que é o elo geopolítico entre culturas diversas, ao menos no Brasil, conforme a opinião do cientista político André Lajst, muçulmanos e judeus sempre se deram bem nas relações econômicas e sociais. Porém, diante da guerra entre Israel, EUA e Irã, parece não sustentar sua posição e denuncia o islamismo antijudaico.
Mas que não é uma exclusividade das políticas de esquerda, uma vez que São Paulo, governado pela direita, também se vale do Islã.
12. Isto quer dizer que infelizmente a islamização é fato e cada vez mais têm procurado se estabelecer no Brasil, ainda mais agora, dada uma rota tão propícia para expandir essa influência através do comercio. Mas que não é uma exclusividade das políticas de esquerda, uma vez que São Paulo, governado pela direita, também se vale do Islã.

13. O que o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, procura promover (situação atualmente percebida agora desde Bernardo Kuster até Centro Dom Bosco, porém constante desde sempre neste Enquirídio) é a islamização do coração produtivo do país, pois suas políticas públicas não vão só até uma parceria turística para muçulmanos, uma vez que engloba uma educação islamizada.

14. Parceria realizada com a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil — FAMBRAS, aquela mesma que tem uma versão do Corão, que nos comentários intolerantes blasfema contra Jesus Cristo, Nosso Senhor, conforme este artigo aqui: Consenso Corânico-Bíblico? Tudo vira questão de dinheiro.

15. De Freitas, governado de São Paulo, afirma-se católico — de boca para fora, pelo visto. Contudo, porém, todavia... através do próprio secretariado, pretende estender a iniciativa para dentro da educação estadual, certamente para que seja possível haver, ao menos na capital, um impacto imediato que beneficie o turismo muçulmano.

16. Noutros termos, os investimentos exteriores, advindos dos membros recém aderidos ao BRICS, possuem requisitos que interferem diretamente na cultura do país, bastando perceber que se tal iniciativa pretende se alargar e atingir a maneira de como os brasileiros devem perceber os muçulmanos, evidentemente que diluir a Igreja é o ideal.

17. Ideal que se une com pretensões revolucionárias, sejam de esquerda (de partidos mais radicais) ou de direita (com uma vertente neoliberal, beirando o fascismo, surgindo através de um certo movimento “livre”), onde a Igreja como única estrutura moral para esta sociedade, fundada por ela desde o início, termina sendo um grande limite.

18. Um limite que vai sendo cada vez mais limitado pelos conflitos entre ideais isolados, como se vê em cismáticos, teólogos da libertação e renovadores carismáticos que não são difíceis de serem confundidos com protestantes neopentecostais. Enquanto isso acontece, muçulmanos estão à porta — você quer abri-la?
19. Os sacerdotes já se ocupam de diversos serviços para os fiéis, devendo ser poupados de um posicionamento que precisa ser tomado pelo laicato, promovendo o conhecimento sobre esse problema e procurando penetrância em um Estado tomado por ideologias anticatólicas, sejam de esquerda ou de direita.
    Para referenciar esta postagem:
ROCHA, Pedro. Uma das Rotas do Islã ao Brasil. Enquirídio. Maceió, 30 mar. 2026. Disponível em https://www.enquiridio.org/2026/04/uma-das-rotas-do-isla-ao-brasil.html.

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