3.4.22

Fraternidade com Muçulmanos

Papa Francisco insiste na fraternidade entre os povos, sobretudo entre todos os religiosos, incluindo nossa gente e aqueles que adotaram o islamismo; mas desde que voltou a lembrar do contato fraterno com muçulmanos, católicos têm desconfiado do Santo Padre, embora de maneira equívoca e perigosa.
A Capitulação de Granada
Francisco Pradilla. A Capitulação de Granada.
1. Na América Latina ou do Norte, certamente o contato com muçulmanos é extremamente menor se comparado com a Europa, motivo pelo qual aquilo que tem falado o Papa Francisco sobre fraternidade com adeptos do islamismo parece distante, soando estranho aos católicos qualquer empenho de aproximação pela raridade de oportunidade. Apenas no Brasil, aproximadamente cinquenta mesquitas podem ser encontradas, maioria no centro-sul do país. Somente na cidade de Maceió, mesmo assim contando apenas as unidades paroquiais (excluindo-se capelas), existem aproximadamente sessenta igrejas contra nenhum centro islâmico, tornando-se evidente a desproporção entre a nossa gente e muçulmanos a julgar ambas as religiões por uma única capital brasileira. Já em São Paulo a quantidade de templos ao culto fundado por Maomé se aproxima de vinte perto das trezentas e tantas paróquias daquela metrópole. De longe é possível afirmar que absolutamente nada que fala o Santo Padre faz sentido ao brasileiro. Sendo latino-americano, estaria errado Papa Francisco?

2. Enquanto o católico sofre através das imposições midiáticas, estatais ou mesmo eclesiais, sendo estas últimas marcas terríveis e piores de todas ao catolicismo, nenhum dos muçulmanos se importam, uma vez que, seguidores que são daquele livro, qual seja, Alcorão (Corão), baseiam-se naquilo que vulgarmente rotulam os ocidentais mais globalizados por fundamentalismo. Significa que não sofrem influências pelas ideologias de feminismo, abortismo, transumanismo etc. Além disso, mantém uma altíssima consistência no crescimento populacional pela manutenção da taxa de natalidade acima de 3.0. Explicando essa questão brevemente, para cada casal dedicado ao islã, três ou mais filhos são gerados. Apesar dos dados serem imprecisos, existe uma possibilidade de futuramente o islamismo superar ou mesmo suplantar o catolicismo na relação de contingente.

3. Embora o islamismo ainda possua os menores números de seguidores se comparado ao catolicismo, algo é claro: muçulmanos não praticantes não existem! Dentro da fé católica existem aqueles que afirmam não praticá-la, ou seja: dizem que são católicos, mas não necessariamente ao ponto de irem às dominicais, confessarem ou evangelizarem. Talvez um árabe não pratique o islamismo, mas não existem povos do livro (Corão) afastados das mesquitas, sejam egípcios, sírios ou ocidentais. Assim sendo, nossa gente é menor se levado em consideração esta realidade mórbida na sociedade cristã. Porém, conforme o emérito Papa Bento XVI, enquanto era reconhecido por Cardeal Joseph Ratzinger, “vamos encolher” – seria imprescindível a leitura do volume O Novo Povo de Deus da Editora Molokai para evitar conclusões precipitadas.

4. Quando o Papa Francisco, logicamente sem querer explicar suas atitudes, pondera a respeito dos muçulmanos, pedindo aos católicos fraternidade, dirigindo-se aos confins no mundo para juntamente com líderes islâmicos rogar por paz, faz por seguir Nosso Senhor, diferentemente daqueles que acreditam que estaria o Santo Padre colaborando com ideologias globalistas, dignas da Nova Ordem Mundial – aqueles que querem engolir as religiões ou forjar falsas crenças para substituí-las (leia a Falsa Aurora de Lee Penn pela Vide Editorial). Mesmo São João Paulo II, abraçando e beijando o Alcorão (Corão – alguns acham aquela forma de escrever errada, então enche-se a paciência com ambas), mesmo agora poderia receber descrédito pelos novos cruzados do mundo moderno, donde a caridade é fardo pesado ou invés de leve – pensar que aquele gesto abriu portas à Graça na conversão de imãs (sacerdotes do islamismo) no oriente médio. Acontece que Jesus Cristo não deu ordem de evitar estranhos; ordenou ir pela terra e levar seus ensinamentos, dentre tantos, todas aquelas bem-aventuranças que com frequência esquecem os aspirantes a ordens de cavalaria sem cavalos nem armaduras.

5. Seria preciso frear, realmente, todos os ímpetos combativos que engendrassem nos frontes bélicos, mesmo que através de palavras afiadas, piores que muitas lâminas. Assim é que o Papa Francisco se posiciona em observância, estimulando a fraternidade, fazendo aquilo que Nosso Senhor ordenou fazer. Alguém poderia indagar: “Ah! Como confraternizar com pessoas que seguem um livro de matança?”. Acontece que no ano de 2018 as questões sobre penas de morte foram completamente removidas do Catecismo da Igreja Católica pelo Santo Padre, justamente por não encontrar amparo no Evangelho. Talvez os muçulmanos pudessem ponderar a respeito das ordens corânicas tendo por exemplo os gestos dos Santos Padres, mas não vai acontecer tão breve, justamente por ser uma religião baseada em um jihadista. Através da obra São Gabriel, Maomé e o Islamismo do Padre Júlio Maria de Lombaerde pela Calvariae Editorial é possível perceber a evolução do Alcorão (Corão) na medida da transformação do próprio profeta do islã, lembrando que não foi compilado por ele, mas por outras pessoas, consoante melhores pretensões expansionistas, quando chegaram até mesmo invadir e conquistar a península ibérica, escravizando aqueles europeus por cerca de setecentos anos somente no caso português. Valeria escutar o primeiro podcast deste blog para entender questões preliminares acerca do assunto:
6. Apenas para constar: muçulmanos não acreditam que Jesus Cristo tenha sofrido a crucificação, pois fora chamado antes disso por providência divina, sendo outro posto no lugar, segundo o versículo 157 do quarto capítulo do livro do profeta Maomé. Agora se posicione no lugar daqueles novos cruzados que tentam explicar que nenhum muçulmano por excelência admite o cristianismo, sobretudo católico. Estariam errados? Evidentemente que não. Talvez a forma belicosa de enfrentarem o problema, somente. Tirando isso, soam alarmes para aqueles que tentam a fraternidade com pessoas islamizadas sem entenderem suas máximas corânicas. Somente neste ponto do Alcorão (Corão, como queiram) a religião de Nosso Senhor é atirada subitamente no fogo da Geena aos moldes do Velho Testamento. Será que você consegue compreender a gravidade desse posicionamento?
7. Espera-se do leitor um mínimo de discernimento neste momento: uma coisa foi aquilo que colocou o Santo Padre, qual seja, fraternidade entre todos; outra, completamente distinta, relaciona-se ao fato do Corão negar o Verbo de Deus, igualando-se ao judaísmo na promessa messiânica que não foi encerrada por Jesus Cristo, conforme os judeus insistem. Católicos por excelência precisam ser bem-aventurados, incluindo ter paciência com aqueles que desconhecem Nosso Senhor ou negam veementemente suas ordens ou simplesmente deturpam sua Santa Igreja, consoante o protestantismo e demais invenções anticristãs. Porém, observando a realidade do fiel ao islamismo, seguem igualmente Adão e Eva, isentos completamente da oportunidade do batismo e retorno ao rebanho do Bom Pastor. Deixam-se levar, como todo aquele fanático por letras organizadas em pedaços de papéis, através daquilo que qualquer homem poderia fazer lendo e interpretando, sempre em consonância com sua limitação humana, esquecendo da fé verdadeira na Tradição explicitamente concedida na fundação da Santa Igreja. Papa Francisco sabe disso e mesmo assim deseja manter o caminho fraternal, digno daqueles que seguem o Sumo Sacerdote.
Verdade seja dita: melhor que católicos se preocupem em seguir o catolicismo como posto e guiado, evitando controvérsias e mantendo o diálogo sempre aberto.
8. Ao menos os muçulmanos já possuem vantagens que outros não têm, qual seja, mesma herança abraâmica. Mesmo que árabes de outros tempos tenham cultuado divindades variadas em decorrência do processo religioso semítico, fragmentado ao longo dos séculos e repetidamente moldado por diversas inculturações, agora obedecem ao Deus de Abraão. Verdade seja dita: melhor que católicos se preocupem em seguir o catolicismo como posto e guiado, evitando controvérsias e mantendo o diálogo sempre aberto. Vale a leitura:
9. Apesar de certas questões intrigarem o católico, sobretudo quando se deparam com textos corânicos em discordância com aquilo que compreendem pelo Evangelho, lógico que uma certa repulsa poderia acontecer, embora condiga apenas com emoções do ímpeto que vão passar em pouco tempo, como um espanto qualquer – coisa da mente humana. Certo está Papa Francisco: mesmo vendo aquele filho se distanciar de casa, supre-lhe sempre que for demandado, mantendo a fraternidade dos homens vívida dentro de um projeto salvífico de longo prazo. Sorte de nossa gente contar com uma Igreja Santa, fundada por Nosso Senhor, mesmo que incompreendida muitas vezes, porém, sempre aberta, acolhedora, caridosa.
    Para referenciar esta postagem:
ROCHA, Pedro. Fraternidade com Muçulmanos. Enquirídio. Maceió, 03 abr. 2022. Disponível em https://www.enquiridio.org/2022/04/fraternidade-com-muculmanos.html.

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