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2. Olha, essa definição é realmente ruim, especialmente pelas primeiras bandas de Heavy Metal, que possamos nos lembrar, não serem russas (soviéticas, comunistas ou qualquer parada socialista). Ao contrário, os primeiros metaleiros bem gostavam e ainda gostam (muitos estão vivos e ativos) de um dinheirinho na conta, né?
3. Heavy Metal só pode ser coisa do Diabo — dizem. Claro! Os estereótipos assumidos por metaleiros são realmente diabólicos, poderíamos afirmar sem dúvida, exceto pela maior dúvida de todas: como é que o Diabo se veste e o que ele ouve? O que é composto por ele não parece ser difícil prever: “senta, senta, senta”. Percebe?
4. Ninguém compõe “Alexander The Great” para emburrecer os fãs ou provocar um movimento contrário aos estudos de história, embora o Iron Maiden tenha letras que sejam escandalosas para pessoas mais sensíveis, como “The Number of the Beast”, mas que são alegóricas, reflexivas, ainda que sobre alguns fatos.
5. Diabólico é submeterem crianças ao som de “senta, senta, senta” na intenção de hiperssexualizar seus comportamentos. Afinal de contas, trata-se de “música” tocada até mesmo dentro das salas de aulas em escolas do Brasil! Mas como não devemos escutar Heavy Metal, vamos arrumar um problema para que ele seja de fato algo do Diabo.
6. Ah! Todo maconheiro ouve Heavy Metal! Verdade que existem pessoas que preferem se entorpecer para aproveitarem algo, como um show do Iron Maiden. Como no Brasil os demais estilos “musicais” prevalecem, como o funk, então as drogas não são tão problemáticas, né? Mas que cabecinha oca pensar desse jeito! Diabo gosta, viu?
7. Não! Há droga em todos os lugares para quem deseja se drogar. Faz isso nos shows, mas também nas baladinhas, em bares ou mesmo em academias, onde o funk rola alto para infelicidade da inteligência de tanta gente — é que o estilo “musical” voltado às massas serve como se fosse uma anestesia, inibindo o senso crítico e a cognição.
8. Em duas estrofes de “Alexander The Great”, os alunos de escolas que tocam funk terão aprendido mais através da música do Iron Maiden do que com os professores militantes que, por sinal, muitos curtem tal banda, mas que não são metaleiros o suficiente para quebrarem o pau e coibirem o “senta, senta, senta” tocado nos recreios onde ensinam.
9. Enfim, dirão: Heavy Metal é muito barulhento! Um barulho que aborda “Macedônia, Rei Dário III, Batalha de Arbela”, independentemente da escala usada, se em Mi menor ou pentatônica, traz mais cultura ao Brasil do que os “sentas” do funk, cujo nome da “compositora” evitamos escrever por medo disso poder ser uma invocação do Diabo.
10. Além do mais, as melodias do Iron Maiden, para não citar bandas que abusam dos arranjos mais diabólicos, como o Angra, brasileira, exigem sensibilidade, porém, raciocínio matemático para compreensão e reprodução, que, por fim, demanda bastante estudo ao devido progresso do conhecimento e aquisição de habilidades.
11. Não se tem resultados tão complexos e enriquecedores com o tal “senta, senta, senta”. Outros estilos musicais, para não dizer da erudição, podem ser até melhores em termos de elevação humana, porém, como o tema aborda o Heavy Metal, digamos as nossas últimas palavras acerca: Up The Iron’s!
12. Novamente: “senta, senta, senta” é alienação cultural, que cria uma barreia cerebral, condicionando a mente a rejeitar tudo que pode ser complexo, fazendo com que possa pensar que uma sinfonia seja barulhenta por incapacidade cognitiva e o funk o sumo bom musical — e o Heavy Metal, neste ponto, torna-se antídoto contra o veneno da burrice. Para referenciar esta postagem: ROCHA, Pedro. Heavy Metal, Funk e a Escolaridade no País. Enquirídio. Cascais, 06 mar. 2026. Disponível em https://www.enquiridio.org/2026/04/heavy-metal-funk-e-escolaridade-no-pais.html. Pedro Rocha é católico, casado desde 2014 com Larissa Rocha – temos dois filhos na terra e um(a) com Papai do Céu. Bacharel em Direito e Design, cursa nas áreas de Semiótica, Gestalt, Behaviorismo e Simbologia. Agora, depois de ao menos uma década dedicada ao Enquirídio, procura explicar nesta seção pop que ninguém precisa adotar neuroses alheias acerca de cultura ao se firmar como cristão, sobretudo os jovens, diante de produções musicais, literárias e cinematográficas, principalmente. Instagram. Siga o perfil do Enquirídio no Instagram. Threads. Acompanhe o Enquirídio também pelas Threads.
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