27.2.26

Suquinho Sionista

Qual o real significado do emoji (🧃) usado na composição de postagens e comentários em determinados perfis de mídias sociais? Antes de trazer a explicação, caso não saiba, vale a pena relacionar ao católico, sobretudo, pormenores expostos pelo emérito Papa Bento XVI numa obra póstuma.
Imagem por I.A. Primeiro Congresso Sionista e o Suquinho Sionista.
1. Em “O que é o Cristianismo”, Joseph Ratzinger (1927-2022) expõe ao menos uma carta que ele destinou ao Rabino-mor de Viena (Áustria), Arie Folger, tratando da relação judaico-cristã e a incoerência da teologia (ou teoria) da substituição, na qual os judeus não teriam mais acesso à graça de Deus.

2. Ratzinger refuta essa teoria no livro, antes da carta, em termos breves, explicando que São João, conforme seu Apocalipse (7, 9), vislumbrou dois grupos de salvos, quais sejam, os 144.000, relativos às 12 tribos de Israel e aquela “enorme multidão”, que são todos os gentios — usando a linguagem concernente à realidade apocalíptica.

3. Seja pelo teor neotestamentário ou da realidade temporal, os judeus do Apocalipse são em tão pouca monta em relação aos cristãos, que nos permite ao menos pensar na hipótese de um judaísmo de verdade não ser praticado por sua totalidade, que, consoante números aproximados, estão em torno de 15 milhões.

4. Em comparação com os três bilhões de cristãos nu mundo, incluindo os protestantes, mas sem trazer os pagãos que podem ser salvos, poder-se-ia relacionar os números apocalípticos com uma teologia bem relativa. Talvez o senso possa ser formado por uma explicação ainda neste livro, quando Ratzinger mostra o problema sionista.

5. Segundo emérito Papa Bento XVI, “Os sofrimentos da grande minoria judaica na Galícia e em todo o Oriente foi para Theodor Herzl [(1860-1904)] o ponto de partida para a fundação do sionismo, que tinha por objetivo dar novamente uma pátria aos judeus pobres que sofriam desprovidos de território.” (pág. 97).

6. Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) isso de fato aconteceu por intermédio da Organização das Nações Unidas — ONU, fundada no final de 1945, sobretudo na pessoa de Oswaldo Aranha (1894-1960), que por sua vez conseguiu segregar os territórios palestinos já ocupados por judeus (por guetos) em frações maiores.

7. Polêmicas à parte sobre Israel e Palestina, verdade é que o plano deu certo — e ele é sionista — veremos seu sentido mais adiante. Aranha tinha três anos de idade na altura do Primeiro Congresso Sionista na Basileia (Suíça), em 1897. Então o que lhe chegou foi uma ideia ou ordem, porém, dentro de um governo getulista, com alas antissemitas?
Não foi por questões religiosas, mas tão somente políticas, que no fim das contas podem ser oriundas de definições maçônicas.
8. Getúlio Vargas (1882-1954) não era simpatizante do judaísmo, porém, gerou um hiato ao amigo Aranha nas funções do governo, de 1947 até 1948, quando este traçou um novo mapa para Israel e Palestina. Não foi por questões religiosas, mas tão somente políticas, que no fim das contas podem ser oriundas de definições maçônicas.

9. Aranha, segundo a Loja Maçônica Independência, foi um dos maçons ilustres do mundo, donde a coisa toda sobre Israel pode encontrar algum fundamento, pois, durante o Estado Novo (1937-1945), Vargas, seguindo as orientações do notadamente católico Francisco Campos (1891-1968), restringiu as ações de todas as lojas no Brasil.

10. Daí, também, uma rixa que dura até hoje por eles (nota de rodapé). Aranha, como dito, traçou um novo mapa para Israel e Palestina, que, ainda que alguém não possa ser bom cartógrafo, vai verificar que não houve uma divisão como norte e sul, mas judeus dividindo palestinos ao meio! Seria questão de tempo os conflitos existirem.

11. Voltando um pouco na história, no Primeiro Congresso Sionista, Karpel Lippe (1830-1915), na condição de presidente, deu o tom inicial e deixou evidente a intenção sionista: mostrar ao mundo o quão ideal é o judeu ao progresso humano, reforçando o aspecto que ensejou o sionismo: o antissemitismo.

13. É que o sionismo é a resposta ao antissemitismo, embora floreiem este fato. Em um discurso meramente demagógico, Lippe mostra que nunca houve uma Palestina para quem fosse um gentio. Ele mesmo diz que existiam já 32 “colônias judaicas” na Terra Santa, ou seja, um efetivo que precisava ganhar reforços.

14. Conforme as atas do Primeiro Congresso Sionista, cujo texto lido precisou ser traduzido do alemão ao inglês, vários trechos trazem uma visão que seria perto de algo prudente acerca da intenção sionista, que não ignora haver judeus, pobres e ricos, cosmopolitas do mediterrâneos, europeizados, ditos “servos de Mamon”.

15. Mamon é o dinheiro, riqueza, acúmulo material. É o senhor oposto a Deus (Mt 6, 24). Porém, Nathan Birnbaum (1864-1937), criador do termo “sionismo”, enfatiza o prejuízo gerado aos judeus por todos, praticamente, enquanto condiciona a solução da “questão judaica” à criação do Estado Judaico aos proveitos econômicos e espirituais.
Só um Estado Judaico poderia melhorar a Palestina em termos econômicos, sociais, favorecendo tanto o oriente, quanto o ocidente — disseram!
16. Nesse ponto, relaciona o problema da europeização à corrupção daqueles judeus “servos de Mamon”, mas, depois, coloca a Europa como sendo um tipo de berço que gerou a noiva ao marido, Israel. Só um Estado Judaico poderia melhorar a Palestina em termos econômicos, sociais, favorecendo tanto o oriente, quanto o ocidente — disseram!

17. Birnbaum não vislumbra em ata um Estado Judaico compatível com os palestinos. Não à toa, deixa claro: “É evidente que a escolha da Palestina — longe de ser arbitrária — pelo contrário, reforça a probabilidade de que uma anexação territorial por Israel seja inevitável.” — daqui voltamos nossa atenção para Aranha.

18. Ratzinger, em “O que é o Cristianismo”, lembra que também o sionismo foi debatido na Igreja Católica: “Desde o início, a posição dominante foi a de que a ocupação do território entendida teologicamente como um novo messianismo político não era aceitável.” (pág. 97). Depois da criação de Israel, restou ao Vaticano acatá-lo.

19. Acatou, mas por uma condição dada pela “[...] decomposição do império otomano e do protetorado britânico [...]”, mas que “A sua origem, contudo, não se pode derivar diretamente das Sagradas Escrituras, mesmo que, num sendo mais amplo, possa ser uma expressão da fidelidade de Deus ao povo de Israel.” (pág. 97).

20. Na carta a Folger, Ratzinger observa alguma afinidade entre Israel e a Igreja, explicando o antijudaísmo como pensamento de Martinho Lutero (1483-1546), quem nega até a lei, aplicando as heresias de Marcião de Sinope (85-160), que por sua vez rejeitava o judaísmo. Apesar dos esforços do emérito Papa Bento XVI, vejamos a resposta.

21. Depois de vários elogios às colocações, porém, sempre com cortesia, Folger volta ao ponto sionista de sempre, “[...] não se podem esquecer os crimes do passado [...]” (pág. 118), que não dialoga; apenas aponta um tempo que deveria ser sempre relembrado em reverência ao judaísmo — o que é patente no sionismo.

22. Mas ele continua dizendo sobre esse crimes: “[...] ainda que agora sejam considerados contrários aos princípios cristãos, foram cometidos por cristãos em nome do cristianismo.” (pág. 118). Como assim agora? Cristo, morto pelos judeus e posto como escória imunda no Talmud, pregou outra coisa além do amor?
Ou os “servos de Mamon”, conforme referidos nas atas do Primeiro Congresso Sionista, são tão judeus quanto Folger?
23. Eis que ele complementa: “Não se pode, porém, esquecer a história e defender que tudo na verdade ia bem porque os criminosos eram presumivelmente defensores de uma teologia errada.” (pág. 118) — ora, mas eles eram! Ou os “servos de Mamon”, conforme referidos nas atas do Primeiro Congresso Sionista, são tão judeus quanto Folger?

24. Ironizando, diz que “Não ouso afirmar que o senhor queira diluir a história. Não queira Deus que isto seja verdade.”, porém, “Seria muito importante [...] para nós judeus, ver também que em certas épocas muitos cristãos defenderam [...] a tese da substituição — [...] contra a doutrina da Igreja — e justificaram desse modo uma dor indizível.” (pág. 118).

25. Se os judeus não tratam suas heresias, saibam que sempre a Igreja Católica cuidou de afastar dos hereges os fieis em Jesus Cristo, cuidando destes contra aquelas por muitos serem lobos em peles de cordeiros. Já sobre os “servos de Mamon” presentes no judaísmo, nada se pode fazer. Talvez indicar que existem com aquele emoji (🧃)?

26. Por que tal emoji (🧃) segue sendo usado em mídias sociais para indicar um judeu, seja ele ou sua ação? Porque há censura. Por menor que seja uma crítica, ainda mais sendo fundamentada, porém, relacionada ao judaísmo, logo se torna digna de repúdio, mas não ela apenas, como seu autor, que logo vira antissemita.

27. Se um antissemita é aquela pessoa contrária às atitudes erradas, equívocas, causadas por algum judeu, então não existe espaço no mundo para gentios, conforme lembrado em “A Conjuração Anticristã”, do Mons. Henri Delassus — o que é esclarecido pela arrogância com a qual o Rabino-mor de Viena se dirigiu ao emérito Papa Bento XVI.

28. Um suquinho sionista! Em inglês, “juice” soa “Jews”, daí o tal emoji (🧃) para se referir a algum judeu, seja ele ou sua ação. No TikTok, já se encontra bloqueado. Afinal, 30% dessa mídia social pertence aos “servos de Mamon”, Larry Ellison (Oracle) e David Scott (GMX). Como dizia Folger: “Não queira Deus que isso seja verdade” — mas é sim!

29. Perdão pelo artigo ser tão irônico neste fim, mas talvez seja mais prudente procurar os 144.000 judeus que serão salvos. Esses não devem ser vistos pelo emoji (🧃), que bem poderia lembrar o distintivo da estrela amarela. Antes que digam que somos pró Hamas: Pacto do Hamas de 1988 e Hamas e a Mídia.
    Para referenciar esta postagem:
ROCHA, Pedro. Suquinho Sionista. Enquirídio. Maceió, 27 fev. 2026. Disponível em https://www.enquiridio.org/2026/02/suquinho-sionista.html.

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