Abismo Entre Religiões - Parte III

Dando continuidade à série Abismo Entre Religiões (Parte I e Parte II), nestas últimas semanas, católicos e protestantes, personificados por Olavo de Carvalho e Yago Martins, debateram as Sagradas Escrituras através das respectivas mídias sociais, conforme próprios julgamentos. Evidentemente, apesar do debate ser exemplo moderno de discordância religiosa, seguirá os estudos deste Enquirídio de maneira genérica, apontando alguns detalhes que certamente não são observados por uma visão mais cética, mas sem muito trazer a ciência por ser leiga nos assuntos da fé.

A Epítome Ontológica Universal
Discordar para católicos é protestar; para protestantes é acreditar noutra divindade que não Jesus; para judeus é acreditar no Nazareno como Deus; para muçulmanos é seguir o cristianismo. Excetuando algumas concordâncias acerca do Criador e Espírito Santo, diante das religiões mais noticiadas, sempre existirá discordância.

Trazendo brevemente a discussão do Olavo de Carvalho (alguém que merece todo respeito, apesar do excessivo palavreado) e Yago Martins (jovem, porém, bastante inteligente e dedicado aos estudos) como exemplo, ambos esqueceram o segundo mandamento de Jesus: "amarás o teu próximo como a ti mesmo". Ousar dizer que aquela discussão derivou do amor pela busca da verdade é relativizar a vaidade e a ganância. Dentro do catolicismo, ninguém pode evangelizar senão através da Santa Igreja, sendo a interpretação individual vetada. Regra que não existe no âmbito do protestantismo, motivo pelo qual qualquer pastor poderá pregar segundo suas próprias convicções. Estes dizem que vinho e pão são simbologias do sangue e corpo de Cristo. Aqueles acreditam na transubstanciação.

Honestamente, hipocrisia é abrangente o suficiente para conseguir espaço numa ou noutra vertente cristã quando desviada da missão evangelizadora. Católicos devotos de Santos possuem representações simbólicas para remontarem as histórias e lições daqueles pessoas, embora não signifique idolatria. Verdade seja dita: existem idólatras que colocam imagens de santos em camisetas, adesivos, cartazes e acreditam naquilo como amuletos de proteção, mesmo quando para descumprirem mandamentos bíblicos ou normas legais. Protestantes quando consagram o suco da uva (respeitando aqueles que não ingerem bebidas alcoólicas ou alcoólatras em recuperação) e o pão, sobretudo, visando simbolizar a transubstanciação do Senhor, percebem que reproduzir os ensinamentos talvez seja mais importante se comparado aos procedimentos litúrgicos com utensílios dourados, cravejados com pedras preciosas e finos linhos trazidos do Egito. Entretanto, pastores e fieis, salvo exceções, parecem mais cobiçar as preciosidades dos cálices das liturgias adversas ao invés de buscarem os entendimentos necessários à comunhão através do simbolicamente consagrado corpo e sangue de Jesus.

Muitas informações ruidosas estão sendo disseminadas na internet, corroborando para mais debates como este, realizado entre Olavo de Carvalho e Yago Martins. Enquanto as pessoas não buscarem nas fontes bíblicas o intuito de respeito necessário para compreenderem as diversidades religiosas, certamente entrarão em guerras eternas. Denunciar padres pedófilos, pastores estelionatários, rabinos  ladrões e imames terroristas é prerrogativa de todos! Melhor meio para isso consiste em conhecer a religião alheia, católica, protestante, judaica, muçulmana, buscando sempre a compreensão mútua, pois, dentro destas, incluindo seus Livros Sagrados, ainda impera a palavra respeito. Razões diferentes levam pessoas a lugares distintos por caminhos diversos, embora três sinônimos para mesmo adjetivo inicie com sílaba "di". Significa que divergências possuem pontos de convergências em alguns momentos. Contraditório é acreditar que num planeta de bilhões de pessoas existirá concordância sobre tudo, mesmo sabendo que nada é igual. Desta forma, segue este Enquirídio investigando "a coisa"; não o que "os homens" dizem sobre ela.

0 comentário(s):

Postar um comentário