Jesus Beligerante

Incontáveis são aqueles que incompreendem as analogias messiânicas, caindo fatalmente em contradições pelas armadilhas retóricas, armadas por seguidores de religiões diversas, principalmente por parte do judaísmo e protestantismo. Quando questionam Jesus pelas árduas palavras proferidas na instrução dos apóstolos sobre suas missões, interpretando literalmente a espada que trouxera ao invés da paz profetizada, agarram aquilo que apenas conhecem: materialismo. Qualquer outra interpretação lhes escapam ao raciocínio, embora as chaves estejam nos próprios Evangelhos.

A Epítome Ontológica Universal
Jesus, diante da perseguição que sofreriam aqueles que missionassem suas lições e testemunhassem sua passagem, informava aos apóstolos que certamente seriam entregues aos sinédrios e flagelados nas sinagogas. Contudo, quando eles fossem entregues aos governantes, incitou o Mestre para contestarem ou terem atitudes agressivas?

Neste contexto, explicando a perseguição que sofreriam os apóstolos, lembrou Jesus que "irmão entregará irmão", "filhos se levantarão contra os pais", culminando em ódio e morte por conta daqueles ensinamentos que deverão ser propagados em nome dele. Constatações de eventos futuros, porém, vigentes na atualidade.

Logo adiante, sendo o ponto principal da suposta controvérsia bíblica, uma vez que paz nas escrituras proféticas fora atribuída à missão messiânica, Jesus falou que trouxe espada sobre a terra, contrapondo filho ao pai se se amarem mais ao invés de amarem mais aquilo que representa o Mestre enquanto Deus em verbo. Neste sentido, mesmo a arma não significa intuito de guerra, embora esta seja a medida de lapso à pacificação. Portanto, metafórico, sendo literal a exposição a seguir.

Quando vieram os homens, acompanhados dos sumos sacerdotes judeus, armados com espadas e porretes para buscarem Jesus, alguém detre os seguidores sacou da bainha sua arma, ferindo um daqueles em serviço do judaísmo (servo sacerdotal), advertendo o Mestre naquele momento ao dizer: "retorna tua espada ao lugar dela; quem por ela toma, por ela será tomado". Mesmo o Vaticano, através do Papa Bento XVI, explicou que não são todos os judeus culpados pelas investidas contra o Nazareno, embainhando qualquer latência de conflito.

Enquanto aquela primeira espada (abstrata) conota os aspectos religiosos da divisão entre judeus e cristãos, porém num sentido mais vindouro, lembrando ainda Santo Agostinho, quando analogamente colocava a separação entre "nora e sogra" como "Igreja e Sinagoga", esta segunda espada (concreta) denota tão somente o objeto perfurocortante presente numa narrativa, sendo lição aquilo que disse o Nazareno sobre a lei de talião ao seguidor que feriu o sacerdote judeu quando na ocasião da traição (prevista) de Judas.

Outra explicação pertinente acerca da espada (abstrata) que separa "pai de filho" ou "mãe de filha" remonta ao pai e a mãe da gênese humana, quando cometeram o primeiro pecado ao comerem da árvore proibida, sendo Jesus este instrumento perfurocortante figurativo, enviado por Deus para romper esta condição pecaminosa da velha geração, trazendo aos "filhos e filhas" a redenção, contanto que esteja o amor condicionado ao Mestre. Questão de fé? Certamente. Entretanto, perpetuar esta falácia sobre um suposto desejo beligerante do Nazareno é desonestidade explícita.

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