Abismo Entre Religiões - Parte II

Quando este Enquirídio iniciou sua série reflexiva em Abismo Entre Religiões - Parte I, ressaltou inicialmente a concordância entre algumas escrituras religiosas. Seguindo a mesma proposta, nesta postagem serão apresentados indícios acerca de questões que parecem ser fortemente evitadas no âmbito mundial, sobretudo quando relacionadas ao sionismo, terminologia utilizada ulteriormente na história para designar determinada corrente ideológica presente no judaísmo, identificada nos próprios evangelhos e adiante pelos muçulmanos em algumas passagens do Corão.

A Epítome Ontológica Univeral
Existe algo de muito intrigante na história religiosa, principalmente quando ligada ao passado judaico, uma vez que parece ter ela perdurando desde a época das narrativas bíblicas até aquelas passagens mais posteriores do Corão, quando advertências eram lançadas aos judeus a partir dos versículos da segunda sura.

Bastaria a leitura do evangelho de Mateus para perceber que Jesus já se dirigia aos fariseus (geralmente junto aos escribas) com bastante fúria e indignação, usando expressões rígidas, principalmente pela maneira como ludibriavam as pessoas com artifícios doutrinários que somente os afastavam das virtudes divinas.

Mesmo atualmente os judeus possuem opositores, responsáveis por remontarem o modus operandi que descrevem aquelas condutas de forma a vincularem os mesmos artifícios da época de Jesus ou Muhammad para possuírem o controle, direto ou indireto, sobre o povo. Neste sentido, Tomás de Aquino, muitos séculos depois dos episódios bíblicos, alertava a Duquesa de Brabante sobre a usura judaica e o cuidado necessário para evitar a subversão dos cristãos.

Incrivelmente, tanto no evangelho de Mateus quanto no Corão, recebem os judeus advertências pesadíssimas sobre, além da usura que praticavam, proibida por Moisés (presente na Torá - apesar de relativizada depois pela tradição oral), idolatrias e abnegações destoantes do próprio credo, cuja divindade constantemente era substituída pelo culto ao bezerro, conforme relatavam os muçulmanos daquela época. Jesus, numa nítida postura de completo repúdio, dizia: "ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, que limpais o lado de fora do copo e do prato, mas o lado de dentro está cheio do que provém do saque e da intemperança" (Mt. 23:25). Adiante, ensinava o Mestre: "limpa primeiro o interior do copo para que também o exterior se torne limpo" (Mt. 23:26). Portanto, significa que alguma cultura já se encontrava bastante enraizada naquela gente que mesmo o Nazareno não conseguiu causar as reflexões necessárias à mudança, sobretudo, voltadas ao readequamento daquilo que determina a legislação mosaica. Lembrando apenas que "fariseu" foi uma denominação judaica de outrora que perdeu serventia na contemporaneidade.

Ainda é possível, porém noutras literaturas, perceber o modus operandi judaico no contexto mundial, principalmente pelo sionismo (termo que demanda uma postagem exclusiva) presente na mídia, economia e política. Evidentemente, muitas pessoas ainda sofrem por conta da Neuro-Blindagem Judaica, apesar daquelas advertências cristãs e muçulmanas serem muito mais contemporâneas do que se imagina, resumindo-se este Enquirídio, apenas por enquanto, refletir acerca da semelhança existente nos registros de crenças tão diferentes.

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