O Fluxo Muda Constantemente

Num dia você está com dinheiro, mas noutro ele simplesmente some. Certo tempo, parece que tudo ao seu redor se resume em problemas, embora possa sobrevir aquela calmaria logo adiante, quando praticamente qualquer coisa dá certo. Estes níveis oscilatórios são extremamente perceptíveis, pois o fluxo muda constantemente. Então, o que é este fluxo? Há como pará-lo ou mesmo reduzir sua intensidade oscilatória? A resposta é simples: não! Entretanto, faz parte deste Enquirídio lhe apresentar uma perspectiva, talvez, desconhecida, mas muito útil à plenitude da vida.

A Epítome Ontológica Universal
Há quem denomine este fluxo meramente por consequência, uma espécie de relação causal, mas isto não explicaria de maneira alguma certos acontecimentos da vida que realmente fogem de qualquer domínio racional. Se tudo é ação e reação, passamos a observar os fenômenos vitais de forma mecânica - e isto converge ao pensamento puramente materialista, deixando de lado a beleza de tudo o que há no Universo, incluindo seus mistérios. Talvez numa outra postagem este assunto seja melhor apresentado, pois o que importa neste momento é compreender que há como não ser chacoalhado nestes altos e baixos. Demora aprender, mas o que não demora?

Seria possível utilizar diversos exemplos, mas o elemento natural líquido, neste sentido, corresponde ao pensamento almejado. Por exemplo, imagine todos os acontecimentos da sua vida como se fossem as águas de um oceano. Numa hora, tudo parece calmo, mas noutra, para onde se olha, só há revolta, ondas gigantes e redemoinhos. Existem ondas ou redemoinhos que se escolhe entrar, outros não.

Imagine que neste oceano você não dispõe de nada, tão somente os braços e as pernas. O que fazer? Ora, a resposta mais óbvia é nadar - e com muita cautela! É certo que o cansaço será maior, com poucas oportunidades para descanso - e se deve evitar estas ondas gigantes e redemoinhos a todo custo. Mas suponha, então, que você dispõe de uma prancha. Ainda assim há muito desgaste, só que já é possível descansar um pouco mais sobre ela e, ao avistar ondas intermediárias, é possível furá-las. Além disso, ainda é possível aproveitar as boas ondas para se locomover ou mesmo driblar as adversidades do mar. Agora, pense estar num navio de última geração, próprio para enfrentar qualquer tipo de maré. Pouco importam os redemoinhos ou ondas gigantes, pois esta embarcação é forte o suficiente para aguentar sem prejudicar seu ritmo de navegação, seja este lento ou rápido. Muito provavelmente esta opção é a melhor para se adentrar no oceano, repleto de oscilações por conta destas constantes mudanças de fluxo. Então, entre nadar, surfar ou navegar, qual seria a melhor condição para permanecer nestas águas?

A condição que se coloca à mente pode variar entre nadador, surfista ou navegante. Toda jornada no mar se inicia com o nado - poucas distâncias e geralmente em lugares seguros. Com o passar do tempo, enquanto jovem, cheio de vigor, é possível se arriscar num surfe, provocando até mesmo as ondas com suas habilidades. Entretanto, ninguém permanece exímio para sempre, pois num dia, nadar e surfar já não serão mais viáveis. Podem até continuar existindo como lazer, porém não mais como antes. Neste ponto da vida, espera-se que tenha atingido o ponto de navegador - e para tanto, não se inicia num super navio, mas em embarcações menores. Quanto mais tempo se esquiva desta missão, qual seja, tornar-se almirante de seu próprio destino, mais longe se está de possuir um barco realmente robusto para encarar o oceano sem se chacoalhar com as ondas gigantes ou redemoinhos - e este navio é necessariamente construído por vários compartimentos: maturidade; conhecimento; sabedoria; experiência; paciência; compreensão; empatia; humildade; desapego; responsabilidade; persistência; cortesia; esforço; respeito, e; amor.

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