Superpopulação: Fato ou Ficção?

Aumento populacional implicaria na ampliação da produção ao crescimento do consumo para maximização do lucro industrial. Contudo, produzir com economia dispensa o emprego humano na adoção de maquinários. Decaindo o número de assalariados, despenca também a quantidade de venda. Disto, empresas elevam os preços das produções para continuarem na ascensão lucrativa. Visando setorizarem a demanda, investem na tecnologia como principal negócio, gerando um mercado extremamente sofisticado. Quais as consequências disto?

A Epítome Ontológica Universal
Dentre as principais consequências é possível perceber o aumento da ociosidade populacional em termos educativos, laborais, higiênicos etc. Entretanto, aumentar a população também corrobora na ampliação dos interesses institucionais, sejam industriais, políticos ou religiosos a depender do manejo da massa excedente.

Muitos influenciadores digitais estão propagando informações errôneas acerca do crescimento populacional, tratando o fato como ideologia mercadológica, partidária ou doutrinária. Assim sendo, observe alguns dados colhidos pela Organização das Nações Unidas - ONU acessando este documento digital.

Supondo que estejam corretos todos os dados apresentados, você poderá perceber a duplicação populacional em bilhões de pessoas em intervalos de 100 anos nos períodos de 1750-1850 e 1850-1950. Evidentemente, épocas de guerras intensas, doenças descontroladas e carência de assistência especializada. Contudo, depois de 1950, enquanto o total de habitantes no planeta pouco ultrapassava 2,5 bilhões, esta progressão foi encurtada de cem para vinte, deixando a Terra com quase 3,7 bilhões de seres humanos em 1970, chegando numa concentração de outro bilhão numa fração de 3/4 de tempo em relação ao aumento em 1985, voltando ao ritmo de mais 1 bilhão por década nos lapsos de 1985-1995 e 1995-2005. Significa que não houve grande contribuição pela Revolução Industrial na aceleração na natalidade mundial como alguns dizem, sendo certo tal multiplicação na estagnação do povo em proveito do consumo das tecnologias derivadas dos conflitos entre nações, responsáveis pelos aprimoramentos desdobrados em utensílios domésticos e aparelhos eletrônicos.

Retomando o raciocínio que introduziu esta postagem, depois de setorizarem a demanda com produtos tecnológicos na intenção de inflarem o mercado com sofisticação, dependerá muito da cultura de cada povo encontrar a compreensão necessária para evitar o colapso por excesso populacional em torno da maximização dos interesses alheios, administrados por intermédio de diversos incentivos de caráter material, imaterial ou misto, geralmente vinculadas aos segmentos próprios da economia, religião e política.

Tecnologias são utilizadas para promoverem o crescimento em algum aspecto: na economia, maximização do lucro; na religião, crescimento de seguidores; na política, ampliação dos votos. Evidentemente, relações presentes nas civilizações ocidentais. Disto, aumentar a população é crucial para obtenção destes objetivos, uma vez que, conforme observado, existe um excedente populacional que admite certa flexibilidade para serem manobrados, permissivos à alienação imposta por uma agenda que somente beneficia uma seleta parcela dos seres humanos.

Talvez alguém possa desconfiar dos dados demográficos apresentados do documento ONU, estando coberto de razão. Entretanto, basta assistir este vídeo contendo capturas pelo satélite do Google para perceber a constante expansão populacional nos centros urbanos num período pouco superior a trinta anos. Certamente, obter uma crescente como esta requer, consoante afirmação anterior, mudanças no comportamento humano em proveito dos interesses alheios. Logicamente, aumentar os seres humanos na Terra requer estímulos à procriação.

Sexo vende pelo simples fato de possibilitar ao cérebro, desvalido de proteções objetivas, restar inundado por enxurradas estimulantes que resultarão na sensação duma falsa necessidade, capaz de conduzir a pessoa a adotar um comportamento sequer pensado: ação e reação! Desta forma, deixando o individuo literalmente exitado e mentalmente exaltado, conduzi-lo ao caixa é muito mais fácil, bastando oferecer qualquer coisa que exista como promessa de saciedade ou prazer imediato. Seria uma hipnose? Infelizmente não. Apenas reações por falta de preenchimento. Enquiridio.org

Vale conferir esta postagem, continente do trecho exposto acima, pois cada segmento já mencionado (indústria, política e religião) corrobora para proliferação da humanidade sem mensurar as consequências da superpopulação. Apenas para ilustrar a situação caótica da reprodução desenfreada, desencadeada pela adoção de modelos comportamentais instintivos por parte da população, segundo esta página do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, nasce uma nova criança no país a cada 21 segundos. Portanto, pelo menos três mulheres foram fecundadas em apenas um minuto, contando daqui para trás oito ou nove meses. Contudo, talvez o leitor esteja se questionando sobre o decréscimo populacional brasileiro, embora precise apenas considerar a alta taxa de mortalidade para dirimir a dúvida. Acessando este outro sistema de monitoramento em tempo real, para cada sete mil nascidos, quase três mil mortes acontecem. Através deste Mapa da Violência é possível perceber que diariamente os homicídios (145) cometidos no Brasil superam as baixas (66) no conflito entre Israel e Palestina.

Finalmente, tomando por base algumas estimativas da própria ONU, talvez em 2050 estejam presentes no mundo cerca de 10 bilhões de pessoas, embora outros cálculos apontem superação destes números, podendo chegar em 16 bilhões a depender de fatores aparentemente subjetivos presentes em cada época. Assim sendo, percebendo o crescimento demográfico como fato, resta compreender a agenda encarregada do controle populacional, implementada por organizações internacionais, tema para outra postagem deste Enquirídio.

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