O Vazio: Dois Lados da Mesma Moeda

Existem duas maneiras de se interpretar o "vazio" do contexto humano: uma, ocidental, relembrada pelos antigos quando dizem que "cabeça vazia é oficina do diabo"; outra, oriental, recitada por monges quando explicam que "é preciso esvaziar a mente para compreender algo novo". Vários termos são dualísticos, porém dependentes de conceitos que certamente são atribuídos com respaldo em alguma doutrina, por exemplo, católica ou zen-budista, restando ao símbolo originado repercutir taxativamente entre os obstinados, gerando discórdia pela mera e egoica incapacidade de adequação.
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Complexo-R ou Cérebro Reptiliano?

Costuma-se atribuir nomes às coisas para facilitar a identificação e transmissão do conhecimento acera do que quer que seja. Entretanto, dependendo do segmento, uma informação "A", assim designada, por exemplo, pela ciência moderna, pode corresponder a "B" noutra vertente. Este processo de significante (objeto) e significado (valor) é muito útil no mundo contemporâneo, mas também bastante traiçoeiro, uma vez que as referências dependem de fatores, às vezes, circunstanciais, mesmo que se alastrem demasiadamente pelo tempo. Então, uma coisa pode ser outra?
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Deus Não Aceita Barganhas

O conto de João e o Pé de Feijão é o clássico exemplo da barganha, onde é possível obter ganhos mediante sacrifícios aparentes. Apesar disto, nesta ficção não existem motivos para preocupações, pois tudo acaba com um final feliz. Seria intrigante se o mesmo padrão de acontecimentos ocorresse mediante pechinchas com o Tao, a Onisciência, a Onipotência e a Onipresença criadora, mantenedora e destruidora do Uno e do Verso. Não se preocupe com estes conceitos, pois todos serão explicados nesta postagem.
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Eu Sou a Ciência: Vaidade Acadêmica

Diversos estudantes no âmbito acadêmico simplesmente não conseguem contribuir na formação do conhecimento, principalmente em nível de graduação. Dentre os fatores, excluindo-se os casos óbvios de desinteresse discente, orientadores obstaculantes e bancas viciadas são determinantes ao atraso das pesquisas no Brasil, restando a própria ciência abalada, cujas balizas se encontram tão relativizadas que terminam se assemelhando, para não dizer se tornando, discursos políticos absurdamente romanizados, porém com notas de rodapé.
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