Método Terapêutico Imagético

Várias são as terapias desenvolvidas por seus respectivos profissionais, desde as mais objetivas até aquelas que demandam um grau de abstração maior. Contudo, nenhuma consegue ser tão bem colocada quanto aquela que pode ser desenvolvida através de uma narrativa lógica e contextual, donde todos os elementos coadunam para a extração de informações fortemente guardadas em regiões inexploradas ou evitadas do inconsciente. Através de um simples conjunto de imagens específicas, praticamente qualquer questão estritamente mental pode ser resolvida.

A Epítome Ontológica Universal
Compreender os desdobramentos mentais, desde suas limitações até impulsos descontrolados, sempre foi ofício quase integral de diversos pensadores da antiguidade. Dentre suas preocupações, perceber como a mente reage para formar e desmantelar pensamentos, capazes de gerar problemas atualmente conhecidos, por exemplo, como ansiedade ou depressão. Contudo, poucos dispuseram de ferramentas para viajar entre os polos temporais, sanando ou coordenando aspectos do passado e do futuro. Isto não foi impeditivo aos mais criativos pesquisadores, cujas visões permitiram explorar o lado mais escondido das pessoas através de contextualizações imagéticas.

Através destas contextualizações, mediante a apresentação de imagens em conjunto, qualquer pessoa se torna capaz de acessar partes da mente anteriormente desconhecidas ou mesmo entrar em contato com questões fáticas difíceis de lidar, salvo quando colocadas sob perspectiva diferente, assim como propõe esta espécie de terapia. Logicamente, todo processo necessita de facilitadores habilitados, comprometidos com a ética e, acima de tudo, com os limites alheios, bem como os seus próprios. Desta maneira, assuntos diversificados, como problemas materiais, conflitos emocionais, dificuldades produtivas e desarmonias espirituais, certamente poderão ser abordados de forma significativa, promovendo mudanças profundas ao estado desejado, bastando, para tanto, confiar num procedimento guiado tão somente por composições caracterizadas por formas e cores. Embora amplamente difundido, poucos são aqueles que conseguem manuseá-lo e extrair os ensinamentos emanados pelas pistas deixadas pelo inconsciente.

Outras versões mais recentes desse método de assistência foram diluindo a forma originária para ganharem características mais formalizadas, revestidas de cientificidade, embora todas derivem de um conjunto muito primitivo, constantemente associado a questões místicas (como se a própria mente não fosse, por si só, um grande mistério) de maneira depreciativa. Isto tudo por conta das imagens serem as melhores referências visuais, capazes de referenciar eventos passados ou demonstrar possibilidades futuras.

Significa dizer que uma imagem vale mais do que mil palavras. Justamente por este motivo que seu potencial analítico é mais capaz de propiciar projeções de situações escondidas ou deveras esquecidas do que meramente relatando cada fato no intuito de gerar um episódio imagético, ainda assim imperfeito, pois a figura que aparece mentalmente para um definitivamente não será a mesma para outro. Neste sentido, estando ambos (aquele que traz questões e o facilitador) diante de um conjunto comum, podem desvelarem apropriadamente aquilo que for proposto sem extravios contextuais.

Psicólogos como Carl Gustav Jung receberam críticas por fazerem uso desse método para desvelarem questões trazidas por pacientes, embora possam ter obtido êxito. Isto porque tal conhecimento é extremamente acessível, bastando, para seu domínio, grande dedicação. Certamente, aqueles que ganham em cima de pessoas mentalmente debilitadas, realizando a manutenção dos seus problemas ao invés de buscarem conduzi-los à solução através das próprias opções, uma vez que nem todos reagem igualmente diante do mesmo fato, desaprovam qualquer meio capaz de elevar a condição de vida de forma simples e prática. Mesmo a ciência da psicologia possui vertentes, sendo umas mais aceitas dos que outras, embora todas sejam reais e aplicáveis, cabendo ao profissional de cada uma a responsabilidade por seus atos. Nenhuma questiona depreciativamente a utilização de representações visuais para atingirem seus objetivos, mas sempre que possível, desacreditam essa ferramenta por ser supostamente imprecisa (como se os testes fossem realmente milimétricos e desprovidos de subjetividade).

Vale lembrar que charlatões atuam em qualquer ofício, mesmo portando diplomas legais, emitidos por instituições reconhecidas. Contudo, esta realidade não é premissa para desabilitar um psicólogo competente, muito menos quem quer que se disponha como facilitador na utilização dessa ferramenta imagética. Talvez a grande diferença se vincule ao fato dessa não possuir qualquer conselho regional fiscalizatório, enquanto aquela possui, embora já tenha se tornado mitologia suas prerrogativas de atuação. Isto não significa dizer que o profissional de uma área esteja legalizado e a de outra clandestino, pois ambos estão amparados e seus ofícios respaldados, presentes na mesma Classificação Brasileira de Ocupações, motivo pelo qual qualquer desconfiança para com uma ou outra é indício de mero preconceito. Ora, quem não quer recuperar a motivação para atingir seus objetivos ou deixar de lado frustrações passadas para seguir em frente com a vida? Dentre os caminhos para tal realização se destacam os mais comuns e populares como a psicologia, o coach, a mentoria etc. Apesar de eficientes em suas propostas, somente uma se ocupa inteiramente em promover abordagens com figuras arquetípicas.

Desvelar os conflitos da mente, ajudando quem quer que seja através de uma construção lógica e baseada nas próprias informações, principalmente aquelas mais remotas, presas ou esquecidas no inconsciente, visando sobretudo obter resultados satisfatórios, certamente parece uma tarefa difícil, porém possível. Tudo isto apenas observando os contextos revelados por lâminas coloridas, preenchidas com imagens arquetípicas, capazes de expor inconsistências mentais. Pareceria algo milagroso ou revolucionário se não fosse um simples, porém eficaz, baralho de Tarô.

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