Liberdade! Igualdade e Fraternidade Jamais!

Em 2015 o mundo inteiro se aterrorizou diante dos assassinatos em Charlie Hebdo, quando na ocasião morreram os principais idealizadores daquele jornal, críticos que buscavam através de "sátiras inofensivas" expressar suas opiniões sobre assuntos diversos, especialmente religiosos. Desde então, aqueles que assumiram suas publicações insistem em continuar explorando a "liberdade de expressão", mesmo sobre assuntos de causas naturais como a tragédia que acometeu a população italiana, fatalizando mais de duzentas pessoas em três lugares diferentes.

A Epítome Ontológica Universal
Quando o jornal foi atacada por supostos extremistas islâmicos para revidar a ofensa realizada contra seu profeta, parte das pessoas que interagiram com aquele fato alertaram para a falta de responsabilidade sobre "liberdade de expressão", censurando a conduta difamatória de Charlie Hebdo sobre diversos temas.

Nada justificaria os assassinatos, embora contornar tal situação também ainda seja praticamente impossível, pois são culturas distintas, com crenças fortes em suas bases históricas, principalmente pelo fator religioso e grande devoção, extrapolando até mesmo os limites das escrituras sagradas.

Acontece que recentemente Charlie Hebdo, demonstrando seu real caráter desumano, resolve satirizar com a morte de inocentes, que por uma eventualidade não conseguiram escapar de um evento puramente natural, passível de ocorrer com qualquer pessoa, inclusive com os próprios cartunistas franceses. Nesta notícia, Laurent Souriss, diretor do jornal, explica, porém de maneira bastante irônica, que "às vezes é preciso transgredir a morte", considerada "sempre como um tabu", segundo próprio depoimento. Infelizmente, isto é prova que denuncia a completa ausência de conhecimento ou péssima utilidade do que se aprende sobre outras perspectivas, próprias de pessoas possuídas por uma cólera espiritual, uma vez que nelas parece não haver qualquer indício de aproximação aos seus semelhantes. Certamente a morte é percebida diferentemente em cada íntimo, mesmo dentro de um sistema ritualístico que pode ser diferenciado em distintas comunidades, quando umas celebram enquanto outras se resguardam ao luto característico, pois não há um padrão!

Tão certo quanto "o quadrado do comprimento da hipotenusa ser igual à soma dos quadrados dos comprimentos dos catetos em qualquer triângulo retângulo" são pessoas divergirem quanto formas diferentes de pensamento, principalmente quando não se permitem conhecê-las, compartilhando visões sobre a mesma coisa. Como exemplo, este Enquirídio discorda da maneira que algumas religiões professam suas doutrinas, principalmente para ludibriar pessoas fragilizadas, embora tenha ciência de que ironizar também seja tão perversivo quanto sua própria crítica.

Ninguém deveria se orgulhar de "satirizar" um evento natural que infelizmente vitimou muitas pessoas na Itália, inclusive contextualizando com eventos nada correlatos, como a máfia (divulgada principalmente pelo cinema estadunidense) e culinária, respeitada e apreciada inclusive pelos franceses. Quando aconteceu aquele evento no Charlie Hebdo, a França em peso demonstrou o orgulho que tinha por suas coisas, mesmo estando erradas. Agora carece de argumentos ao se orgulharem de uma difamação gratuita.

Liberdade, igualdade e fraternidade. Destas três premissas da Revolução Francesa, somente uma parece agradar Charlie Hebdo, que a utiliza sem qualquer limite, interferindo em esferas alheias sem nenhum pudor. Acredita-se, conforme se observa, que para a mentalidade cultivada naquele jornal não há lição que lhe imponha o mínimo respeito, mesmo após o assassinato de colegas. Uma violação moral pode ser tão brutal quanto uma agressão física, basta observar a dificuldade de reabilitação de pessoas em tratamento psicológico. Neste caso, quem são os extremistas?

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