Polarização e Suas Lições

No Brasil, assim como noutras partes do mundo, o fenômeno da polarização, cuja existência remonta séculos a fio, desde as controvérsias Anunakis ou Bíblicas até divisões nitidamente físicas como o Muro de Berlin ou a Grande Muralha da China, está ganhando cada vez mais espaço na vida das pessoas. Graças aos ambientes virtuais, atualmente é possível tomar um café da manhã debatendo qual cor é melhor: amarelo ou violeta. Logicamente, aqueles mais dependentes das redes sociais são os mais afetados. Contudo, será que isto realmente é necessário?

A Epítome Ontológica Universal
Opiniões divergentes sempre existirão, pois cada um observa aquilo conforme suas próprias convicções, geradas a partir do contexto ao qual se encontra inserido. Por vezes, a mesma questão recebe duas conotações completamente distintas. Isto por conta das perspectivas não serem as mesmas. Quem observa de cima jamais terá a visão daquele que olha de baixo. Num jogo de xadrez, a cor apenas muda para evitar que os jogadores confundam suas peças, bem como os espaços onde são posicionadas. Este princípio de contraste é muito básico! Serve para que você consiga compreender as dimensões e ter noção de espaço. Já imaginou se tudo fosse um eterno branco ou preto?

Os opostos são necessários! Opiniões divergentes precisam ser canalizadas para a obtenção de resultados que beneficiem ambas as partes. Mesmo num jogo de xadrez, a dualidade nas jogadas favorecem aos jogadores, que desfrutam mutuamente da companhia e prazer comum. A passividade e a atividade são complementares. Aquele que ganha não é mais do que aquele que perde, haja vista situação contrária acontecer.

Ganhar e perder são dois lados da mesma moeda! Amarelo e violeta são cores que juntas saltam aos olhos, pois vibram, dão vida, são intensas, porém harmoniosas. Entretanto, mesmo se nenhuma destas colocações fizerem sentido, apele para algo infalível: coloque-se no lugar do outro! Ter empatia é superar obstáculos! Mesmo o Muro de Berlin não conseguiu dividir a população alemã por muito tempo, que gritantemente se necessitavam. Ocidental e oriental são questões meramente geográficas, pois o mundo natural jamais admitiu divisões. Mesmo estando os continentes separados por oceanos, as terras se comunicam submergidas. A relação causa-efeito, por exemplo, diante de uma erupção vulcânica, é sentida de uma forma ou de outra em todo o planeta. Basta perceber que a degradação do ecossistema está cada vez mais forçando a humanidade a reverem suas reais necessidades de uma forma globalizada, pois quando todo o ar estiver poluído, não haverá uma bolha separando o céu da Ásia do da Europa. Não! Toda humanidade pagará pelo mesmo erro, pela fala de consideração ao próximo, pela ganância e total ausência de fraternidade.

Mesmo xadrezistas compartilham de suas jogadas, tornando aquele esporte intelectual algo mais rico, repleto de possibilidades. Inclusive, o próprio tabuleiro e peças de xadrez não existem, pois todo o jogo ocorre no nível mental. Aquilo seria tão somente um ponto de conexão entre as mentes, que dançam uma música ritmada por longitudes e latitudes. Esta relação seria imprescindível para toda humanidade. Inclusive porque no final de tudo, independentemente de serem reis ou peões, pretas ou brancas, todas as peças voltam para a mesma caixa.

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