Ordens Iniciáticas e os Seus Principais Objetivos

Desde que Dan Brown lançou o Código Da Vinci, inúmeras publicações sobre sociedades secretas, desde revistas até livros (sem contar os filmes e documentários), têm surgido para manter as pessoas fascinadas (ou decepcionadas) com o assunto. Embora possam existir certas verdades (e algumas mentiras) naquele romance, ninguém precisa recorrer a ficção para compreender a realidade acerca das Ordens Iniciáticas, bem como suas finalidades em termos gerais, pois já há várias obras nas livrarias de todo o país para tratar do tema com bastante responsabilidade e transparência.

Maior parte das Ordens Iniciáticas convergem em entendimento sobre suas origens remontarem o Antigo Egito, mais precisamente durante o reinado de Amenhotep IV, conhecidamente por Akhenaton (nome adotado após ser iniciado na Fraternidade de Tutmes III), que se deu por volta de 1351 até 1336 a.C.

Este dado é mais uma curiosidade, já que este assunto ainda será tratado no Enquirídio com maior profundidade, porém em momento posterior. O que você certamente deve estar se perguntando agora se relaciona bem mais aos objetivos destas Ordens Iniciáticas ou ao que seus membros praticam desde aqueles tempos até então.

Qualquer explicação estaria satisfatória para quem não conhece realmente nada sobre elas - e isto não significa dizer que isto seria uma resposta satisfatória. Contudo, para aquele que realmente quer compreender seus objetivos, bem como suas práticas, cabe a presente reflexão: o que é uma Ordem Iniciática? Será que poder-se-ia considerá-la como uma religião? Ou melhor, quais grupos de pessoas existentes atualmente não exercem qualquer ato iniciático para a adesão de novos membros?

Observe bem: o conhecimento sempre foi transmitido através de iniciações. Pode ser que você não compreenda desta maneira, mas se sua questão se relacionar ao que se pratica nas Ordens Iniciáticas, eis a reposta: perpetuação da sabedoria. A mesma coisa acontece, por exemplo, quando um pai repassa ao seu filho as técnicas de seu ofício ou quando um mestre transmite ao seu pupilo os segredos de sua arte. Todos os aspectos introdutórios se fazem presentes nestas situações: o interesse; a postulação; a provação; o reconhecimento, e; a aceitação.

Num time de boliche, um novo membro para ser aceito precisa mostrar primeiramente interesse antes de receber permissão para conviver com o grupo e, após a aceitação, dizer que dele faz parte. Uma pessoa católica, embora possa manter suas crenças dentro de quatro paredes, no conforto do seu lar, somente será reconhecido pela comunidade religiosa se comparecer regularmente nas missas, pois, daí em diante, pode lhe parecer até estranho, mas existem graus de relevância, ocupados somente por aqueles que mais se doam à igreja, mesmo que não sejam padres.

A própria Igreja Católica Apostólica Romana possui iniciações para os seus membros - diga-se de passagem, privações severas e, por vezes, em desacordo com a natureza. Todo processo de postulação, aprovação, reconhecimento e aceitação é repetido diversas vezes por um sacerdote até que possa, quem sabe, ocupar o mais alto grau. Além da hierarquia convencional, esta organização possui subdivisões ordenadas, como a Companhia de Jesus. Mesmo Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, é jesuíta, ou seja, alguém cuja formação, embora baseada obviamente no sacerdócio convencional, foi regrada em acordo com os segmentos doutrinários peculiares dos ensinamentos cristãos.

Na maior parte das Ordens Iniciáticas existem hierarquias, mas isto não significa dizer que elas possuem caráter religioso. Aliás, muitos membros delas estão inseridos em religiões distintas, mas isso não os impedem de comungar da mesma fonte de conhecimento e praticá-la mutuamente. Acontece que tudo tem seu tempo. Mesmo água em demasia para um sedento é prejudicial. O mesmo ocorre com o saber. Por isto a necessidade de se passar por etapas, por graus, por níveis. Com o passar do tempo, um praticante de algum destes segmentos, independentemente de qual seja, certamente assumirá mais responsabilidades, tanto pessoais como fraternais, dentro e fora de seu ambiente de aprendizado, pois não adianta possuir uma postura durante uma parte do tempo e abandoná-la noutro. Isto seria hipocrisia, tanto para consigo como para com os outros. Algo prejudicial e inadmissível para com a construção de uma imagem responsável e transparente, priorizada pelas então denominadas Sociedades Discretas.

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