O que o Facebook Esconde de Você

Em meados do ano passado (2014), uma notícia (no mínimo preocupante) colocou as pessoas menos condicionadas aos ditames das redes sociais em alerta. Juntamente com a Universidade de Princeton, nos EUA, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, realizou um experimento para a manipulação das emoções dos usuários em sua plataforma de relacionamento virtual. Esta informação poderia parecer com algo vindo diretamente do cinema, se não fosse verdade. Toda experiência pode ser conferida na íntegra visitando a página Proceedings of the National Academy of Sciences.

No que consistiu este experimento? Em suma, exatos 689,003 usuários foram separados em dois grupos, recebendo cada um destes tão somente um tipo de informação em seu feed de notícias (a antiga "linha do tempo", onde as publicações das páginas, grupos e pessoas que você segue aparecem). Enquanto uma parcela dos "participantes" recebia dados negativos em seu perfil, a outra apenas visualizava novidades positivas - e assim as mentes por trás do Facebook perceberam algo que certamente lhes renderão muito dinheiro.

Antes de prosseguir com a leitura desta postagem, recomenda-se visitar a publicação Você Está Sento Formatado Sem Saber, pois ela contém informações relevantes para se compreender o processo de manipulação que poderá ser adotado por empresas que detém de forma direta o controle sobre a população (quase) mundial, com a exceção de apenas alguns países (como a China e Coreia do Norte, por exemplo). Somente estando aberto para a admissão destas possibilidades alguém poderá perceber o universo das redes sociais, em termos mais modernos, "fora da caixa".

Toda ideia do experimento objetivou comprovar que é possível realizar transferências emocionais, mesmo virtualmente. Em verdade, o termo utilizado nesta "pesquisa" (com aspas mesmo) foi contágio! Esta palavra pode parecer inofensiva - e uma boa música pode ser contagiante (só que esta seria uma interferência passiva de autocontrole, uma vez que sua reprodução pode ser interrompida ou diminuída). Contudo, sua principal característica é a involuntariedade, algo que foge das possibilidades pessoais de ajustamento. Ou seja, algo que pode acontecer, mesmo que a pessoa não queira.

A Epítome Ontológica Universal
Um algoritmo (conjunto de regras) foi desenvolvido para calibrar o que cada grupo de usuários iria visualizar através do feed de notícias. Isso não significa dizer que informações falsas foram inseridas em nome de páginas, grupos e pessoas (até onde se sabe). O que foi realizado pode ser definido como uma filtragem de dados, canalizados de acordo com as intenções de seus "pesquisadores". Desta forma, dentre os assuntos seguidos pelos dois tipos de aglomerados, apenas aquelas publicações positivas (ou negativas) passaram a ser exibidas na "linha do tempo". Desta forma, metade daquele montante (689,003)  passou a visualizar somente coisas boas (ou ruins) - e agora é que a "mágica" acontece.

As pessoas que somente receberam informações positivas passaram a reagir positivamente, compartilhando mensagens alegres, postando status felizes etc. Contudo, o mesmo ocorreu com aqueles que só visualizavam publicações negativas, motivo pelo qual passaram a interagir de maneira mais agressiva na rede social, comentando com rispidez ou mesmo provocando outros usuários - e isto não seria nada estranho, pois a maioria dos usuários do Facebook, ao menos no Brasil, já possuem este tipo de comportamento, por vezes nocivo. Você pode até achar que esta "pesquisa" (sim, continua com aspas) não teria importância real (e daí a discussão migraria para a virtualidade da vida humana no século XXI), uma vez que fora realizada apenas, quem sabe, para as questões internas da empresa. Se isto fosse verídico, então porque sua chefe operacional fez uma retratação naquela época? O comunicado, realizado no dia 2 de julho de 2014 (meio mês após a publicação do experimento), está disponível no portal da Folha de São Paulo.

Incrivelmente, após a divulgação destes resultados (diga-se de passagem bastante preocupantes), governos do mundo inteiro, principalmente o brasileiro (na pessoa da própria presidente do país, Dilma Vana Rousseff ), passaram a procurar Mark Zuckerberg sob o falso pretexto econômico de que ele é quem estaria sondando chefes de Estado no intuito de estabilizar seu mercado de redes sociais naqueles determinados países. Acontece que as notícias corroboram com o entendimento que este Enquirídio almeja revelar ao seu leitor.

Segundo a página da Veja, Mark Zuckerberg firmou um acordo com Dilma Vana Rousseff para implementar na favela de Heliópolis (São Paulo) um projeto de conectividade, "levando internet rápida, sem fio e gratuita para a comunidade carente, cuja população gira em torno de 200.00 pessoas". Caso você não saiba, o ordenamento jurídico brasileiro é bastante taxativo com relação aos objetivos almejados por quem exerce atividade empresarial, seja através da prestação de serviços ou do fornecimento de produtos: empresa sempre persegue o lucro!

Será que toda essa celeridade, acessibilidade e gratuidade não tem um preço a pagar? Seria muita ingenuidade achar que o governo brasileiro não possui ciência a respeito dos experimentos realizados por esta rede social. Se foi possível manipular as emoções de 689,003 pessoas, o que dizer de um número bem menor, por exemplo, 200 mil? Aliás, a própria presidente do Brasil claramente informou que eles (Dilma Vana Rousseff e Mark Zuckerberg) vão "começar a desenvolver estudos em comum [...] com o objetivo da inclusão digital". Esta informação lhe é suficiente?

A Epítome Ontológica Universal
A mão que controla um, pode controlar vários. Esta é a premissa da administração em bloco - e este é o modelo adotado por toda e qualquer forma de governo. Com relação aos estudos a serem desenvolvidos pelo governo brasileiro, o primeiro passo já foi dado. Estas 200 mil pessoas certamente compõe apenas o primeiro grande aglomerado experimental, motivo pelo qual outros grupos surgirão ao longo da implementação deste projeto - o que é lamentável, pois no Brasil há muitas empresas colaborando para a desinformação da população, que pela inércia das gerações anteriores, acabam por se deixarem levar também (vide Além do Cidadão Kane).

O que o Facebook pode obter através da manipulação dos sentimentos alheios? Valor de mercado! Por exemplo, uma empresa ao contratar os serviços desta rede social para a divulgação de seus produtos agora pagará caro (e muito) por isto, uma vez que o algoritmo desenvolvido (e testado em 689,0003 pessoas) canalizará os anúncios com exatidão ao público que irá adquiri-lo, mesmo que, para tanto, precise criar expectativas de consumo.

Agora você imagine 200 mil pessoas carentes sendo bombardeadas o tempo todo (através dos conteúdos entre postagens, barras laterais etc.) com anúncios de produtos dos quais não necessitam, mas que por serem apresentados repetidamente, inclusive com o apelo visual provocado pelas celebridades contratadas para posarem com estes itens (roupa, calçados, eletrônicos etc.), acabam cedendo aos objetivos do consumismo desenfreado. Sim, a ansiedade também pode ser provocada por estímulos emocionais - e por isto é mais fácil manipular quem já se encontra suscetível.

O mesmo algoritmo que manipula pessoas para que gastem mais dinheiro à toa, também serve para modificar tudo, desde hábitos alimentares até a maneira de pensar - e isto já está acontecendo! Você pode não ter percebido, mas diversas páginas, grupos e pessoas têm reclamado sobre o feed de notícias não estar aparecendo para alguns seguidores. É possível observar estas reclamações pesquisando no Google. As explicações sempre convergem para um fator em comum: o Edge Rank. Mas o que seria isso afinal e quais são suas implicações?

Edge Rank é o nome do algoritmo responsável por somente encaminhar as postagens de páginas, grupos ou pessoas a quem de fato estiver suscetível a informação. Ele calcula o quanto uma história pode ser relevante para você e, desta forma, prioriza dados em detrimento de outros. Isso tudo de maneira involuntária - e não há como realizar qualquer alteração através do painel de opções do Facebook. Certamente, todas as publicações ficam disponíveis sem suas fontes originárias, motivo pelo qual somente o feed de notícias é afetado - só que isto já basta.

Maior parte dos usuários do Facebook, por exemplo, começam a seguir determinada página justamente para que suas publicações apareçam na "linha do tempo" do seu perfil, fazendo com que não desperdice tempo em meio a tantas informações que ela certamente deve julgar importantes para a formação do seu conhecimento. Ou seja, quem quiser realmente acompanhar todo o conteúdo sem prejuízo de ser manipulado, deverá conferir aquela fanpage através de seu próprio link - e isto, para quem já entendeu, pode ter sido um tiro no pé de Mark Zuckerberg.

Pouquíssimas pessoas irão compreender o entendimento deste Enquirídio com relação a esta rede social, bem como a qualquer outra que tenha por objetivo manipular o arbítrio de seus usuários, canalizando-os como se fossem seres acéfalos. Muitas pessoas podem estar com problemas realmente graves, como depressão, compulsividade, mas, mesmo assim, aqueles que deveriam estar combatendo isto estão mais preocupados em encherem seus bolsos de dinheiro. Como dito na postagem Você Está Sendo Formatado Sem Saber, todos estão sendo convertidos em números!

0 comentário(s):

Postar um comentário